O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço... "
Fernando Pessoa
quarta-feira, 29 de junho de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
"Death is nothing at all. It does not count. I have only slipped away into the next room. Nothing has happened. Everything remains exactly as it was. I am I, and you are you, and the old life that we lived so fondly together is untouched, unchanged. Whatever we were to each other, that we are still. Call me by the old familiar name. Speak of me in the easy way which you always used. Put no difference into your tone. Wear no forced air of solemnity or sorrow. Laugh as we always laughed at the little jokes that we enjoyed together. Play, smile, think of me, pray for me. Let my name be ever the household word that it always was. Let it be spoken without an effort, without the ghost of a shadow upon it. Life means all that it ever meant. It is the same as it ever was. There is absolute and unbroken continuity. What is this death but a negligible accident? Why should I be out of mind because I am out of sight? I am but waiting for you, for an interval, somewhere very near, just round the corner. All is well. Nothing is hurt; nothing is lost. One brief moment and all will be as it was before. How we shall laugh at the trouble of parting when we meet again!"
Conego Scott Holland
Conego Scott Holland
quinta-feira, 31 de março de 2011
"O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço... "
Fernando Pessoa
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço... "
Fernando Pessoa
sábado, 29 de janeiro de 2011
Estranha liberdade
E para quem não compreende o que se sente a andar de mota, talvez assim consiga compreender.
Boas maquinas, bons amigos, estradas simpáticas, uma boa banda sonora, e soltar a mente...
Na essência, a liberdade
Boas maquinas, bons amigos, estradas simpáticas, uma boa banda sonora, e soltar a mente...
Na essência, a liberdade
terça-feira, 14 de setembro de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Flocos de neve em Lisboa
Calma, estejam descansados que ainda não nevou (embora com o frio que tem estado...). trata-se simplesmente de uma campanha brutal da vodafone.
Ontem de manhã fui a Lisboa,e parado num semáforo na baixa, vejo uns gajos com mochilas e camisolas da Vodafone a distribuir umas caixinhas, abri o capacete e disse que também queria. é claro que nem sabia o que era. mete a caixa no bolso. só quando parei é que vi a grande surpresa que lá estava dentro. a caixa estava cheia de flocos de neve, lembram-se desses rebuçados certo? sem duvida que são uns dos rebuçados que mais saudades me dão, alem de serem completamente viciantes,a verdade é que me transportam para a minha infância, quando por 5 escudos, comprávamos uns 2 ou 3., e os Doutor Bayard? outra pequena iguaria que se comia com a bela da desculpa que era para tratar da tosse , he he.
Para os que não conhecem, aqui fica uma foto dos flocos de neve (é pena que no mistério juvenil não haja nada sobre isto)
Ontem de manhã fui a Lisboa,e parado num semáforo na baixa, vejo uns gajos com mochilas e camisolas da Vodafone a distribuir umas caixinhas, abri o capacete e disse que também queria. é claro que nem sabia o que era. mete a caixa no bolso. só quando parei é que vi a grande surpresa que lá estava dentro. a caixa estava cheia de flocos de neve, lembram-se desses rebuçados certo? sem duvida que são uns dos rebuçados que mais saudades me dão, alem de serem completamente viciantes,a verdade é que me transportam para a minha infância, quando por 5 escudos, comprávamos uns 2 ou 3., e os Doutor Bayard? outra pequena iguaria que se comia com a bela da desculpa que era para tratar da tosse , he he.
Para os que não conhecem, aqui fica uma foto dos flocos de neve (é pena que no mistério juvenil não haja nada sobre isto)
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