quinta-feira, 31 de março de 2011

"O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço... "

Fernando Pessoa

sábado, 29 de janeiro de 2011

Estranha liberdade

E para quem não compreende o que se sente a andar de mota, talvez assim consiga compreender.
Boas maquinas, bons amigos, estradas simpáticas, uma boa banda sonora, e soltar a mente...
Na essência, a liberdade

terça-feira, 14 de setembro de 2010

"I was lying in my bed last night staring
At a ceiling full of stars
When it suddenly hit me
I just have to let you know how I feel "

terça-feira, 11 de maio de 2010

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

Fernando Pessoa

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Flocos de neve em Lisboa

Calma, estejam descansados que ainda não nevou (embora com o frio que tem estado...). trata-se simplesmente de uma campanha brutal da vodafone.

Ontem de manhã fui a Lisboa,e parado num semáforo na baixa, vejo uns gajos com mochilas e camisolas da Vodafone a distribuir umas caixinhas, abri o capacete e disse que também queria. é claro que nem sabia o que era. mete a caixa no bolso. só quando parei é que vi a grande surpresa que lá estava dentro. a caixa estava cheia de flocos de neve, lembram-se desses rebuçados certo? sem duvida que são uns dos rebuçados que mais saudades me dão, alem de serem completamente viciantes,a verdade é que me transportam para a minha infância, quando por 5 escudos, comprávamos uns 2 ou 3., e os Doutor Bayard? outra pequena iguaria que se comia com a bela da desculpa que era para tratar da tosse , he he.

Para os que não conhecem, aqui fica uma foto dos flocos de neve (é pena que no mistério juvenil não haja nada sobre isto)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Voltar ao trabalho

Terminaram as férias. Amanhã, ou melhor não tarda muito, começo de novo a trabalhar. É certo que foi só uma semana, mas é sempre complicado. mas valeu a pena. Voltar a terras alentejas. Este ano fui lá poucas vezes, visitar a famelga, andar com a minha irmã a apanhar músgo para fazer o presépio (uma tradição cá de casa). Apanhar frio, só se estava bem ao pé da lareira...
Infelizmentê hoje vim para "casa" e à minha espera tinha uns móveis do Ikea à minha espera para serem montados. Embora não acreditem em mim, eu contínuo a achas que este gênero de mobília é feita por sádicos. Eles devem sentir mesmo prazer ao imaginar as pessoas a sofrerem ao tentarem montar as coisas em casa. Até os consigo imaginar a rirem a bandeiras despregadas enquanto escolhem a maneira mais complicada de se montar uma cadeira de cozinha.
Sacanas dos Suecos...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Pois...
A verdade é que já nem ninguém deve vir passear por estás páginas. Aliás, confesso que até eu já mal me lembrava em que parte da estante tinha arrumado este livro. Foi necessário começar a seguir o blog de um amigo, para me lembrar que também tenho uma coisa dessas.

Cá estou eu, passado quase um ano desde o último registro nestas páginas. Aproveito esta noite de insônia (nem a lullaby dos Cure me safa) em terras alentejanas, para fazer riscar qualquer coisa por aqui. Nem que seja sn para o blog não ficar perdido nos confins da estante. Pode ser que agora, com net no telemóvel (modernices) seja mais fiel à escrita